sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Como é dificil...

"Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32).

Apesar de estarmos cientes da nobreza do perdão, e em bases teóricas discursarmos que se deve perdoar, citando inclusive os efeitos benéficos do perdão para a saúde física e emocional e das bênçãos decorrentes deste ato, basta sentarmos juntos para ver um filme ou novela para vermos o quanto é fácil torcer por vingança e como ficamos felizes por não haver perdão na ficção... Só na ficção?

Infelizmente, como disse Mark Twain: "É mais fácil lidar com a adversidade. Com a dos outros, especialmente". Quando nós temos que perdoar, sempre temos inúmeros argumentos para não fazê-lo, e nosso orgulho ferido luta com todas as forças para que não perdoemos.
Ao contrário do que se pensa, a facilidade para perdoar não está relacionada ao tamanho da ofensa. Crianças e adultos caminham do mesmo modo, mesmo tendo pernas de tamanhos diferentes! Perdão vem de um coração pré-disposto a perdoar sempre, um coração que entende que o preço de se arriscar num relacionamento pode ser alto, mas acredita que sempre vale a pena investir. Há pessoas que perdoam atos graves sofridos, como adultério, estupro ou tentativa de assassinato; outros não perdoam uma data esquecida, um atraso ou uma resposta negativa.

Temos dificuldade em perdoar porque achamos que somos o centro do universo e que coisas e pessoas existem para satisfazer nossas necessidades e/ou caprichos. Quando pensamos que somos mais importantes que os outros, torna-se custoso descer do nosso pedestal para nos rebaixarmos perante meros mortais.

Não devemos, porém, esquecer que, quando não perdoamos, ficamos presos às pessoas que nos feriram e até mesmo às lembranças das feridas. Basta lembrarmos do acontecimento desagradável, que todas as emoções negativas nos envolvem novamente, envenenando todo o nosso ser. Não perdoar significa levar nosso ofensor a tiracolo pelo resto da vida! O perdão liberta, afugenta os fantasmas do passado, cura as feridas, nos devolve as noites tranqüilas de sono.
Perdoar não faz bem apenas ao outro, mas principalmente a nós mesmos.
Nas palavras de João Alexandre, estão conselhos sábios sobre o perdão:

Se a palavra vier armada ou chegar precipitada,
Se ao falar faltar juízo, perdoar é preciso.
Se a ironia for calada e o silêncio condenar,
Se surgir fingido o riso, perdoar é preciso.
É preciso perdoar, pois o amor é paciente;
A segunda milha andar,
Cada dia um passo à frente.
Na alegria conviver, na doçura caminhar,
Nas tristezas tudo crer, nas ofensas perdoar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Confiram